NOT
YOUR
REGULAR
FLOWER
branding para floricultura de luxo
Quatro meses: do zero ao mercado
A VINGT Creative Flower & Co chegou com a ambição de redefinir o mercado de flores no segmento de luxo, a partir de um produto inédito: flores em caixa, concebidas como objeto de design, presente e experiência. O desafio não era lançar um produto. Era construir, num mercado tradicional e comoditizado, uma marca com valor percebido de luxo, capaz de operar como ativo de negócio desde o primeiro dia.
O projeto nasceu com a fundadora Márcia Raposo e foi conduzido em parceria com a UXpertise, responsável pela frente estratégica. Coube ao estúdio a construção completa da marca: naming, identidade visual, sistema de branding e o desenho proprietário da caixa, do formato à aplicação de marca. Entre o início do projeto e o lançamento no mercado foram quatro meses, com estudo de mercado nacional e internacional, personas, naming, identidade, produto, embalagem, conteúdo, Instagram e e-commerce entregues nesse intervalo.
Um nome que é posicionamento
O nome carrega o posicionamento. VINGT é vinte em francês: o ano de 2020, em que o mundo parou; o ano da transição de carreira da fundadora; e o ano em que um mercado que nunca mudou recebeu uma proposta nova. O processo de naming gerou mais de 200 nomes até chegar a um que resolve estratégia, não estética. Essa narrativa passou a ser contada em cada camada da marca, até no papel de seda dentro da caixa, impresso com a frase que virou tagline: not your regular flower.
A caixa como objeto de desejo
A inovação central estava no gesto: flores entregues numa caixa fechada, de formato patenteado. Quem recebe não vê flores, abre um presente. Esse movimento tirou o produto da categoria de flor e o colocou na categoria de joia. Em volta dele, estruturamos um sistema de coleções com lógica de moda de luxo: lançamentos por temporada, cada um com paleta, campanha e shooting próprios, e arranjos assinados pela curadoria de Eliane Frati, referência do segmento. As cores de cada coleção liam as tendências das grandes casas de moda, design e arquitetura e as traduziam para as caixas.
A marca em cada ponto de contato
A construção se estendeu por todos os pontos de contato. E-commerce com linguagem editorial inspirada na moda de luxo, em que cada página de produto contava a inspiração e as referências da coleção. Loja física concebida como espaço phygital, com display digital exibindo as mais de 200 combinações possíveis de caixa e arranjo. Instagram estruturado como vitrine conceitual da marca, com grid organizado em blocos de coleção e narrativa autoral. E uma jornada de entrega desenhada em detalhe: cartões escritos à mão, essência exclusiva dentro de cada caixa, entrega por motorista e o comprador acompanhando cada etapa, da montagem à recepção.
De marca a ativo de negócio
A marca ganhou o mercado sem mídia paga e sem agência. O Instagram chegou a 8 mil seguidores 100% orgânicos e virou referência do segmento. A presença nos territórios certos fez o resto: três anos como marca convidada do maior evento hípico da América Latina, ao lado de nomes como Porsche, Hermès e Rolex; parceria com a Azimut no principal boat show do continente; e cobertura espontânea em Veja, Veja São Paulo e Harper’s Bazaar. A imprensa procurou a marca, não o contrário.
Após quatro anos, a VINGT foi adquirida por um grupo internacional. O que o comprador enxergou foi o que o branding construiu: posicionamento, sistema e percepção de valor. Mais que criar uma marca de flores, estruturamos um ativo que mudou o padrão do segmento em que entrou.
